quinta-feira, 16 de junho de 2011

Preguiça é besta... Nem só de rede vive o baiano

Após a postagem de “caminha preguiça”, recebi alguns comentário que diziam que não postei o real motivo de o baiano se chamado de preguiçoso, e fui estimulada a fazer uma pesquisa mais apurada da presente situação.



A título de esclarecimento: Adjetivo e substantivo masculino, de acordo com o Dicionário Houaiss, PREGUIÇOSO é 1 – o que ou aquele que tem preguiça; mole, desanimado, indolente; 2 – o que ou aquele que não trabalha ou estuda; vadio, malandro, mandrião; 3 – o que ou aquele que faz as coisas com vagar e sem muito empenho ou capricho.
Ai tem sempre aquele que troca o adjetivo PREGUIÇOS por MALEMOLENTE, como um sinônimo, como o ex-secretário de cultura do estado da Bahia Marcio Meirelles que disse certa vez: ““Nos acostumamos a ser esse povo acolhedor, alegre, hospitaleiro, malemolente, sensual, preguiçoso…”
Mas no final, a intenção é a mesma. Você pode até discordar, mas o povo baiano não tem nada de desanimado (vide: carnaval). Ser alegre e quieto, ter certa “manha” não pode ser considerado sinônimo de quem não trabalha vadio e mandrião.


A mídia mostra apenas o turismo baiano: Salvador, praia, sol, Porto Seguro, e mostram apenas as pessoas se divertindo.
De certa maneira, somos menos estressados, mas não preguiçosos. Somos mais tranquilos, mas temos problemas, dividas, prestações nas casas BAHIA, filhos pra criar  como todos, ou até mais que alguns.
Em algumas regiões como no sertão, para sobreviver às dificuldades causadas pela seca é necessário, dá duro, ser verdadeiro herói.
E se ainda houver dúvidas, eu tenho uma teoria histórica, (nada comprovada), mas é uma possibilidade que faz muito sentido.
Os índios tupis habitavam grandes aldeias e se estabeleceram no litoral da Costa do Descobrimento (Bahia) onde ficaram do ano 1000 a 1500 quando os portugueses chegaram. Eles plantavam milho e mandioca. Pescavam e coletavam pequenos animais nos manguezais da região do litoral, somente para subsistência.

Com a chegada dos portugueses em 1500 começava a mudar a vida tranquila que os tupis levaram por 500 anos na costa litorânea do sul da Bahia. Eles foram obrigados agora a trabalhar, e mudar suas crenças, e maneira de sobreviver, por não aceitarem muito bem, o fato de ter que trabalhar para os portugueses esses índios era taxados de PREGUIÇOSOS.
Isso explica muita coisa  a respeito desse estereótipo errôneo criado para a figura do povo baiano, que deu e ainda dá  muito de si para o país. Porque se esquecem que foram os nordestinos, (na sua grande maioria baianos) que trabalharam para construir as grandes metrópoles e continuam se matando nas lavouras para conseguir  sustentar suas famílias.
Basta voltar um pouco no tempo. O problema é que  com a mídia concentrada  no sudeste, é fácil taxar todos: gaúcho é gay, baiano é preguiçoso, nordestino é burro, cearense tem cabeça chata, etc.
Para o bem e para o mal a verdade é que vivemos parte iconográfica de uma mitológica Bahia, toda adjetivada.
 “E nem vem viu bixinho, que tô ligado que você tem uma rede incubada em casa e fica aí com graça, me chamando de preguiçoso. Venha não viu, fique pra lá”.

                                     




 Alguns artigos acadêmicos sobre isso:





fontes:
sobre os indios


3 comentários:

  1. Aiaiai..to com preguiça pra escrever muito..
    hehehe
    eaí, quando vou relatar minha viagem de caminhão?hehe
    beijos, saudades.

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  2. baianizando o mundo? AH nem >.< vai demorar 1029381237912387124981247412789712487124 de anos pra aconteçer kkkkkkkk' resenha... o blog tah show grah-nula <3 parabens pelo trabalho (:

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  3. Baianizar o mundo é uma ótima idéia Graci, rs.Sou uma mineira apaixonada pela Bahia, e concordo com vc sobre o imenso valor que essa terra tem.
    Parabéns pela criatividade e riqueza de seu blog!

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