terça-feira, 21 de junho de 2011

OLÁ bixinhos, devido ao extremo sucesso do baianizando HAHAHAHAHAHA. 
 A nossa produção resolveu fazer uma promoção!
#todoscomemora \o/
É o seguinte galera  as duas  melhores respostas (uma masculina e uma feminina) para:  EU AMO A BAIANA PORQUE...  irão para um final de semana  na ilha de Itaparica-Ba( brincadeirinha :D, só tava testando meu dom de fazer piadas.)
Mas falando sério, as frases mais criativas irão ser presenteadas com camisetas super legais da BAHIA
(desculpe, não se decpcionem,  gostaria muito de levar vocês para Itaparica).
Então é isso, vocês tem até o dia 26/06/2011 para enviar as frases por comentário.
Sejam criativos e Boa sorte!


OBS: essa imagem é meramente ilustrativa, as estampas e os modelos das camisetas podem ser diferentes.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Preguiça é besta... Nem só de rede vive o baiano

Após a postagem de “caminha preguiça”, recebi alguns comentário que diziam que não postei o real motivo de o baiano se chamado de preguiçoso, e fui estimulada a fazer uma pesquisa mais apurada da presente situação.



A título de esclarecimento: Adjetivo e substantivo masculino, de acordo com o Dicionário Houaiss, PREGUIÇOSO é 1 – o que ou aquele que tem preguiça; mole, desanimado, indolente; 2 – o que ou aquele que não trabalha ou estuda; vadio, malandro, mandrião; 3 – o que ou aquele que faz as coisas com vagar e sem muito empenho ou capricho.
Ai tem sempre aquele que troca o adjetivo PREGUIÇOS por MALEMOLENTE, como um sinônimo, como o ex-secretário de cultura do estado da Bahia Marcio Meirelles que disse certa vez: ““Nos acostumamos a ser esse povo acolhedor, alegre, hospitaleiro, malemolente, sensual, preguiçoso…”
Mas no final, a intenção é a mesma. Você pode até discordar, mas o povo baiano não tem nada de desanimado (vide: carnaval). Ser alegre e quieto, ter certa “manha” não pode ser considerado sinônimo de quem não trabalha vadio e mandrião.


A mídia mostra apenas o turismo baiano: Salvador, praia, sol, Porto Seguro, e mostram apenas as pessoas se divertindo.
De certa maneira, somos menos estressados, mas não preguiçosos. Somos mais tranquilos, mas temos problemas, dividas, prestações nas casas BAHIA, filhos pra criar  como todos, ou até mais que alguns.
Em algumas regiões como no sertão, para sobreviver às dificuldades causadas pela seca é necessário, dá duro, ser verdadeiro herói.
E se ainda houver dúvidas, eu tenho uma teoria histórica, (nada comprovada), mas é uma possibilidade que faz muito sentido.
Os índios tupis habitavam grandes aldeias e se estabeleceram no litoral da Costa do Descobrimento (Bahia) onde ficaram do ano 1000 a 1500 quando os portugueses chegaram. Eles plantavam milho e mandioca. Pescavam e coletavam pequenos animais nos manguezais da região do litoral, somente para subsistência.

Com a chegada dos portugueses em 1500 começava a mudar a vida tranquila que os tupis levaram por 500 anos na costa litorânea do sul da Bahia. Eles foram obrigados agora a trabalhar, e mudar suas crenças, e maneira de sobreviver, por não aceitarem muito bem, o fato de ter que trabalhar para os portugueses esses índios era taxados de PREGUIÇOSOS.
Isso explica muita coisa  a respeito desse estereótipo errôneo criado para a figura do povo baiano, que deu e ainda dá  muito de si para o país. Porque se esquecem que foram os nordestinos, (na sua grande maioria baianos) que trabalharam para construir as grandes metrópoles e continuam se matando nas lavouras para conseguir  sustentar suas famílias.
Basta voltar um pouco no tempo. O problema é que  com a mídia concentrada  no sudeste, é fácil taxar todos: gaúcho é gay, baiano é preguiçoso, nordestino é burro, cearense tem cabeça chata, etc.
Para o bem e para o mal a verdade é que vivemos parte iconográfica de uma mitológica Bahia, toda adjetivada.
 “E nem vem viu bixinho, que tô ligado que você tem uma rede incubada em casa e fica aí com graça, me chamando de preguiçoso. Venha não viu, fique pra lá”.

                                     




 Alguns artigos acadêmicos sobre isso:





fontes:
sobre os indios


terça-feira, 14 de junho de 2011

"caminha preguiça"


 "As vezes sinto uma vontade enorme de trabalhar. Aí, vou para um canto quietinho, fico lá deitadinho, esperando a vontade passar."
Autor Desconhecido

 A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.




Dizem que o baiano é preguiçoso, mas nunca niguem conseguiu comprovar esse tese.


Talvez seja pela fala lenta,pelo arrastado do falar, ou pela malemolência do gingado...





Talvez seja só pela musica perpertuada de caymmi, não sei, só sei que foi assim...







mas o engraçado é que a fama é nossa, mas todo mundo gosta de tirar aquela sonequinha depois do almoço, todo mundo sente essa maresia que dá.

  "Onde acaba a preguiça, onde começa a contemplação?"                 (Jean Doutard)
  "Deve-se evitar a preguiça, essa sereia enganadora." (Horácio)

O preguiçoso, por não querer dar um passo no tempo devido, vê-se obrigado depois a dar cem." (Henry George Bohn)



"O preguiçoso é um relógio sem corda." (Jaime Balmes)


e falando em preguiça, vale à pena ver esse vídeo.... ou vai ficar com preguiça também?


e, ae, ae, ae/ Êi, êi, êi, êi/ Ôôôôôôô


Música na Bahia, é um assunto que desenrola fácilmente, tudo favorece, não sei se é  a própria alegria ia do povo, mas a criatividade dos baianos quando o assunto é musica é sem limites.
Muitos pensam que a musica baiana se resume pura e simplesmente ao Axé,  Ritmo que muitas vezes se confunde com o próprio carnaval baiano, O axé foi entendido apartir  do hit de Luiz Caldas, que hoje é considerado o marco zero do gênero: “Olha a nêga do cabelo duro, que não gosta de pentear”...
O impacto foi tão grande que, fora do Nordeste, muita gente continua a chamar de “axé” todo tipo de música que toca no carnaval de Salvador – o que é um equívoco. Existem diferentes ritmos dentro do carnaval baiano, desde o samba-reggae dos blocos afro como o Olodum até o pagode baiano de grupos como Psirico e Parangolé.
Há quem diga que a musica baiana, não tem criatividade, e os hits atuais possuem letras ambíguas e com apelações sexuais, mas sempre há quem curta e faça a festa nas avenidadas da vida. E se depender dos baianos a tendência dessa criatividade é só (evoluir).
O baianizando acompanha essa evolução e mostra para você as musicas  que fizeram sucesso nos  onze  ultimos carnavais.
 Gilmelândia - Bate-Lata (2001)
No começo da década quem dominou as paradas do carnaval foi Gilmelândia, lembra dela, da banda Beijo?


 Ivete Sangalo - Festa (2002)
O hit que embalou a conquista da Copa do Mundo e trouxe o pentacampeonato para o Brasil também foi o que fez milhares de foliões dançarem muito em Salvador.


Babado Novo - Amor Perfeito (2003)
CLAUDIA LEITTE, hoje em carreira solo, ainda estava a frente da banda Babado Novo quando foi eleita Cantora Revelação pelo Troféu Dodô e Osmar, que elege os maiores destaques do carnaval de Salvador


Margareth Menezes - Dandalunda (2004)
Considerada pelo jornal norte-americano Los Angeles Times como a "Aretha Franklin brasileira", MARGARETH MENEZES recebeu uma indicação ao Grammy e é representante do estilo conhecido como samba-reggae.

Chiclete com Banana - 100% Você (2005)
CHICLETE COM BANANA é o rei absoluto do carnaval de Salvador. Tocando em cima do trio-elétrico desde o carnaval de 1980, a banda já emplacou muitos hits no comando dos blocos Camaleão e Nana Banana.
Jammil e uma Noites - Praieiro (2005)
Formada por Tuca Fernandes, Manno Góes e Roberto Espínola, a banda, também conhecida só como JAMMIL, agita Salvador desde 1994. O hit Ê, Saudade também pertence ao grupo.

Asa de Águia - Quebra Aê (2006)
No final da década de 80 nascia um dos maiores fenômenos da música baiana: o ASA DE ÁGUIA. Desde o início de sua carreira, a banda arrasta multidões no comando do bloco Trivela.

MC Creu - Dança do Creu (2008)
Em 2008, pela primeira vez, quem dominou o carnaval foi o funk carioca. O MC CREU fez os axezeiros incluírem seu funk no setlist dos blocos e do trio elétrico e fez o país parar para ver a "velocidade cinco" de suas dançarinas.

Ivete Sangalo - Vai Buscar Dalila (2009)
IVETE SANGALO entra mais uma vez na lista de hits do carnaval da última década. A canção Vai Buscar Dalila tocou em festas de país inteiro. Dizem por aí que a música faz referência à cocaína, conhecida como Dalila em Salvador
Parangolé - Rebolation (2010)
Anos após o sucesso do Harmonia do Samba, que ao lado do Psirico faz o famoso pagode de Salvador, o PARANGOLÉ emplacou nas rádios de todo país o pagode Rebolation.

Leva nóiz –Liga da Justiça(2011)
 O “foge, foge” da banda até então pouco conhecida, foi o grande sucesso do ultimo carnaval, com toda a sua criatividade de colocar Mulher maravilha, Superman e Coringa  entre outros personagens em uma só musica.
Agora só faltam 246 dias para sabermos a música do carnaval 2012. srsrs

O mais novo bafafa que corre por lá é a musica feita por um fã da banda Chiclete com banana. Roberto Kuelho, de 32 anos, a criou a música ‘Era Chicleteiro’. Após o roubo da Guitarra do vocalista Bell Marques.
“Levaram minha guitarra, depois devolveram, parece que o ladrão, era chicleteiro”, diz o refrão.


Veja o vídeo





sexta-feira, 10 de junho de 2011

O baianizando, lança hoje uma enquete para  saber quem é a personalidade baiana mais destacada da tv,  três atores e uma atriz foram selecionados para a votação!
abaixo, algumas informações sobre esses astros.


Fabio Lago, ator ilheense de Tropa de Elite 
 Ele é foi um dos principais personagens do filme de maior sucesso de bilheteria, e pirataria, do cinema nacional em 2007. 
     Em Tropa de Elite, Fábio interpretou o traficante "Baiano", que domina o comércio de drogas num morro do Rio e cai em desgraça quando mata o policial Neto (Caio Junqueira), integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM fluminense. 

     
Fábio Lago ficou ainda  mais conhecido por trabalhar na telenovela brasileira, exibida no horário das 19 horas da TV Globo Caras e Bocas como o cômico Fabiano.
em 2006 ganhou o  Prêmio de Melhor Ator na 33ª Mostra Internacional de Cinema da Bahia - Com o filme A ùltima do Amigo da Onça - Amigo da Onça.

LAZARO RAMOS, O GALÃ DE INSENSATO CORAÇÃO
Foi revelado no Bando de Teatro Olodum (que integra o Teatro Vila Velha), em Salvador,
Desde 1994 participou de mais de 14 espetáculos, incluindo o sucesso de público e crítica a peça A máquina, de João Falcão, que estourou no eixo Rio-SP e o levou a trocar Salvador pelo Rio de Janeiro. Participou também das peças Mamãe não pode saber, novamente sob direção de João Falcão.
Em 2000, juntamente com o também baiano Wagner Moura, foi para a cidade de Recife, estado integrar o elenco da peça A Máquina, de João Falcão.
Em Madame Satã, seu primeiro protagonista no cinema, Lázaro Ramos representou a personalidade homossexual do bairro carioca da Lapa. É um dos mais premiados atores brasileiros de sua geração, e repetidamente elogiado pela crítica.
Já trabalhou também no programa Fantástico da Rede Globo, como apresentador, e dirige o programa Espelho, no Canal Brasil.




VAGNER MOURA, O CAPITÃO NASCIMENTO DE TROPA DE ELITE 1 E 2
Nasceu em Salvador, mas por ter sido criado em Rodelas, é erroneamente dito em diversas fontes que ele é natural dessa cidade do sertão baiano. Essa época de sua vida foi fundamental, a infância foi muito ligada a natureza, ao local onde cresceu.
Investiu na carreira de ator quando seguiu com a peça A Máquina para o Rio de Janeiro junto com seus amigos Lázaro Ramos e Vladimir Brichta.
No cinema começou com os curtas Pop Killer, de Victor Mascarenhas, e Rádio Gogó, de José Araripe Jr. Seu primeiro longa foi Sabor da Paixão(Woman on Top), da venezuelana Fina Torres, no qual fazia uma pequena participação.
nterpretando o vilão da novela das oito, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, Paraíso Tropical e com a série de polêmicas do filme Tropa de Elite, e de sua atuação tanto como o empresário Olavo Novaes como com o policial do BOPE, Capitão Nascimento, tornou-se popular nos quatro cantos do país, reconhecido imensamente por público e crítica como um dos grandes nomes da sua geração de atores e escolhido pela RG Vogue o Homem do Ano.





PRISCILA FANTINI ATRIZ-MODELO E SOTERAPOLITANA

Iniciou sua carreira como modelo fotográfica em campanhas publicitárias em Belo Horizonte, para onde sua família se mudou quando ainda ela era criança. Seu primeiro trabalho foi em um comercial para as Lojas Mesbla, aos cinco anos de idade. Aos quinze, foi convidada a fazer um teste de vídeo para a Rede Globo, o qual ficou arquivado.

personagem Joana de as As Filhas da Mãe, uma lutadora de luta livre, filha da personagem Rosalva (Regina Casé). Essa personagem foi até os dias atuais a única coadjuvante de sua carreira. Seu bordão, ao entrar nos ringues, era "Dominó negro".
Em 2002, estreou no horário nobre como a italiana Maria, protagonista de Esperança, novela de Benedito Ruy Barbosa com colaboração de Walcyr Carrasco. A novela foi sua primeira parceria com Walcyr (as demais foram em Chocolate com PimentaAlma Gêmea e Sete Pecados).
Em 2003 fez a sua primeira vilã em novelas, a ambiciosa e esperta "Olga" de Chocolate com Pimenta. Apesar de má, Olga muitas vezes recebia a torcida do público para ficar com o mocinho "Danilo" (Murilo Benício).
Em 2008 foi escolhida para representar a imagem do concurso de design de jóias AngloGold Ashanti AuDITIONS Brasil, tanto no Brasil quanto no exterior.

Ainda em 2008 recusou um convite para participar de A Favorita. Em 2009, novos convites: um de Glória Perez para atuar em Caminho das Índias e outro de Walcyr Carrasco para Caras & Bocas. Ambos foram recusados, e quando foi questionada sobre suas decisões, comentou que nessa época estava pensando em desistir de atuar na televisão.
Após recusar mais um convite em 2009, dessa vez de Bosco Brasil e Aguinaldo Silva para protagonizar Tempos Modernos, volta à Rede Globo em 2010, na mesma novela, como a dançarina "Nara", a segunda antagonista de sua carreira em novelas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Hoje trago para vocês, outras perolas do  BAIANÊS:

vale à pena ler e ver o vídeo também.


Baiano não fica solteiro, ele fica "solto na bagaceira".

Baiano não conserta, ele "imenda".
 Baiano não bate, ele 'senta-le' a mão.
 Baiano não bebe um drink, ele "toma uma".
Baiano não é sortudo, ele é "cagado".
Baiano não corre, ele "dá uma carreira".
Baiano não malha os outros, ele "manga".
Baiano não toma água com açúcar, ele toma "garapa".
Baiano não percebe, ele "dá fé".
Baiano não sai apressado, ele sai "desembestado".
Baiano não aperta, ele "arroxa".
Baiano não dá volta, ele "arrudeia".
Baiano não se irrita, ele se "reta".
Baiano não ouve barulho, ele ouve " uma zuada".
Baiano não acompanha casal de namorados, ele "segura vela".
Baiano não quebra algo, ele "tora".
Baiano não fica triste, ele fica "encabulado".
Baiano não desconhece seus conterrâneos , ele pergunta "é fi dequem?".
Baiano não é homem, ele é "macho".
Baiano não fica satisfeito quando come, ele "enche o bucho".
Baiano não dá bronca, dá "carão".
Baiano quando não casa, ele fica "amigado".
Baiano não tem diarréia, tem "caganeira".
Baiano não é mulherengo, ele é "raparigueiro".
Baiano não joga fora, ele "joga no mato".
Baiano não se dá mal, "se lasca todinho".
Baiano quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: Oxe! Oxente !
Baiano não briga, "Quebra o pau".
Baiana não fica grávida, fica "prenha".
Baiano não fica bravo, fica "virado no cão".
Baiano não fica apaixonado, ele "arrêia os pneus". 


terça-feira, 7 de junho de 2011

baiano que é baiano....



Baiano que é baiano fala porra a cada dez palavras.
Na Bahia, porra é tudo, menos a porra improperiamente dita Brasil afora.
Como diz o 'embaixador' Renato Fechine, porra na Bahia é adjetivo, substantivo,
interjeição, adjunto adnominal e advérbio de modo, de tempo, de lugar, de intensidade. .. da porra toda.
Baiano que é baiano aguenta comer pelo menos dois acarajés sem passar mal... Se você não sabe, acarajé é hambúrguer de baiano.

 






Baiano que é baiano chama as amigas de "piriguete ou nigrinha" e elas não se incomodam, não se sentem ofendidas - ao contrário, sabem que é um tratamento carinhoso.
Na Bahia, você olha para sua amiga (seja ela pretinha, branquela, loira ou morena) e a chama de "nigrinha" e ela acha o máximo.
Baiano não admite fulerage pro seu lado. Traduzindo: não gosta de cheiro mole. Oxente, não entendeu? Ah, você precisa se  matricular num curso de baianês.
Pegar ou bater um rango e filar a bóia significam a mesma coisa, ou seja, almoçar, comer, matar quem tá te matando.
Baiano que é baiano não bebe. Come água. Fica em águas. "Ontem Fulano estava em água dura". Tradução: estava trêbado, pra lá de Maracangalha.
O baiano, quando chama um brother pra beber, fala: "Rumbora cumê água".
Todo baiano chama Graça de Gal, Wagner de Wal, Gilberto de Gil...
terça-feira é têça-fêra; bar é bá e cerveja é ceveja.
Baiano que é baiano engole a letra "d" do gerúndio: - Qué qui cê tá FAZENO? -Eu tô DURMINO... Caminhano e cantano e seguino o trio elétrico...
Numa roda de baianos e baianas, quando alguém chega após ter tomado banho, alguém sempre diz: "Ó paí, chegou  toda tomada banho". Traduzindo: "Ela chegou limpinha, cheirosinha" .

Baiano que é baiano sabe o significado da frase: "O cara tava mais enfeitado que jegue na Lavagem do Bonfim". Ou seja,

usava excessivo número de adereços e enfeites.
Baiano sabe que brown [bráun] não é a forma carinhosa de chamar Carlinhos Brown, o omelete-man. Brown
é adjetivo de pessoa brega-espalhafatosa- cafona.
O motorista que põe mil adesivos no carro, o cara cheio de colares de prata e pulseiras. "Que cara mais brown!"
Baiano que é baiano sabe o que é "lavar a jega". É se dar bem, levar vantagem, lavar a égua, lavar a burra.
Todo baiano sabe que jante não tem nada a ver com o verbo jantar. Na Bahia, jante significa aro de pneu.
"Rodar na jante", no sentido denotativo baiano, é o carro rodar com o pneu vazio ou furado. Baiano que é baiano sabe o que é nestante. É "nesse" + "instante" = daqui a pouco.
Baiano fala pra semana (na próxima semana), parumês (no próximo mês) e paruano (no próximo ano). "Paruano sai milhó",
diz o dono do bloco de carnaval.
Só baiano sabe o que é falar "de hoje a oito". "Meu aniversário é de hoje a oito", ou seja, é daqui sete dias.
Baiano que é baiano fala horas de relógio. "Fiquei duas horas de relógio esperando aquele cara". Em geral, fala-se "horas de relógio" quando se quer enfatizar atraso, demora.
Baiano é convidado para um aniversário e leva uma renca de amigos (renca = muitos, uma catrupia, muita gente).
Baiano fala na moral em vez de, por favor... "Pega isso aí pa mim, na moral".
Baiano chama ônibus de humilhante e taxista de taquicêro.
Baiano acha legal quando dizem que ele é "retado"; "boca de zero nove" ou "um pinico cheio"... Ê baiano porreta!
O baiano, quando tá indo embora, não diz "tô indo"; ele diz "tô chegando".
Não vai embora, se pica. "Vou me picar" significa "vou cair fora".
Na Bahia, é comum você tratar um amigo, um colega ou um desconhecido de "pai". Se for mulher, "mãe". "Venha, pai". "Venha, mãe".
Também é comum tratar um desconhecido como "maluco", mas é uma forma carinhosa. "Vai, maluco".
Quando se diz "A reunião não teve um pé de gente", se quer dizer que a reunião não teve ninguém.
"Colé a de mermo?", pergunta um baiano ("qual é a boa?"). E o outro responde: "É niúma" (significa "tudo bem").

Baiano não usa o termo arretado, que é uma invenção dos outros. Baiano fala "retado".
Raul Seixas canta uma música que diz: "Não planto capim guiné pra boi abanar rabo/ Tô virado no diabo/ eu tô retado com
você. Tá vendo tudo e fica aí parado/ Com cara de veado/ Que viu o caxinguelê".
"Tô retado" significa "tô zangado".

Mas retado também exerce a função de superlativo: "É bonito que é retado" [é muito bonito]. "O cara é retado de feio" [é muito feio].
Quando se diz "Ele é um cara retado", significa, "é boa praça".
De acordo com um magérrimo satirista baiano, chamado Gordurinha, um baiano é uma coisa divertida; dois baianos, uma boa pedida; três baianos, uma conversa comprida; quatro baianos, um discurso na avenida. Ééééé.




Texto adaptado do  original de * Marcelo Torres, jornalista, baiano e cronista

terça-feira, 24 de maio de 2011

Anjo bom da Bahia

Oláaaaaaaaaaaaaaa trago boas noticias!!

 No ultimo domingo (22), ocorreu a beatificação de um dos anjos da Bahia, Irmã Dulce, que agora passa a ser chamada de Bem-aventurada Dulce dos Pobres”. A cerimônia de beatificação começou pouco depois das 17h deste domingo (22), no Parque de Exposições de Salvador.
Apartir de agora, sua data o ficial de festa litúrgica  é 13 de agosto.
A beatificação é a última etapa antes da canonização - para a qual será necessária a comprovação de mais um milagre. 
A presidente Dilma Rousseff acompanhou  a missa ao lado do governador Jaques Wagner.
Em vida, irmã Dulce era aclamada como santa e benfeitora da humanidade. Mesmo durante sua fragilidade teve forças para dar continuidade as suas curas. “Seu grande milagre foi a recuperação de uma mulher sergipana que sofreu uma forte hemorragia durante o parto. Irmã Dulce a curou através de suas orações, que chegaram a Deus”, revelou Dom Antônio Muniz. 
A caridade e a solidariedade eram sentimentos presentes na vida da Irmã. “Acolheu mendigos e doentes em sua própria casa, a população local chamava de portaria de São Francisco, que também realizava caridade”, disse o seminarista Rodrigo Rios, demonstrando contentamento com o reconhecimento da beatificação.
De acordo com a Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a espiritualidade de Irmã Dulce era nutrida pela Eucaristia, pela oração, pela Palavra de Deus pela devoção a Nossa Senhora. A confiança na Providência Divina que se manifestava em diversas ocasiões e, muitas vezes, de forma surpreendente, nunca lhe causava constrangimento em estender as mãos para pedir ajuda, a fim de saciar a fome de pão e de saúde aos que a procuravam e a encorajavam a seguir adiante, vendo em cada sofredor o próprio Cristo Jesus.

Até o proximo post, muito axé e que  a Bem aventurada Dulce, olhe por todos nós.!


foto: arquivo pessoal
fonte:O jornal

terça-feira, 10 de maio de 2011

São João é na Bahia

Olá queridos leitores, hoje vamos falar sobre um assunto que deveria me deixar muito feliz, no entanto, esse ano falo com muita  saudade.
A Bahia é conhecida como a terra do carnaval, porém em junho acontece uma festa tão alegre, gostosa, e animada quanto a de fevereiro.
São 417 cidades em festa ao mesmo tempo. De Norte a Sul, não há um só município sem as músicas, as comidas e as bebidas típicas do São João.
As atrações e tradições que dão vida à festa, são bem diversas, vão desde grupos regionais até manifestações populares como a quadrilha, brincadeiras e comidas típicas também fazem do São João da Bahia, uma das maiores festas regionais do Brasil.

Ao contrário de outras festas religiosas, a exemplo do Natal, a gastronomia de São João é essencialmente brasileira. Ao invés de comidas importadas de países europeus, como é o caso das frutas cítricas, fazem parte da festa nacional o milho cozido, quentão, bolo de fubá, canjica, batata doce assada, dentre outras iguarias.

Além da culinária, outra tradição mantida são as quadrilhas - influência portuguesa dos corridinhos, uma dança típica cujos passos se assemelham à quadrilha. Para completar, há ainda os fogos de artifício, roupas juninas e brincadeiras como a cabra-cega, o quebra-pote e o pau-de-sebo.
A trilha sonora também é diferenciada, ao contrário do calor do axé no carnaval, no São João, o frio é curtido á base de muito forró e pé de serra.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Clássico BA-VI


Olá queridos leitores, no último domingo, tivemos mais um clássico entre Bahia e Vitória, disputando a vaga na final do campeonato baiano 2011. Não adianta, toda vez que esses times se enfrentam o coração dos baianos acelera aê ,na partida de domingo, o |Bahia foi o campeão mais não ficou com a vaga por que precisava de 2 gols de diferença, então a festa foi rubro negra.
O que muita gente não sabe é a historia desse clássico,  e é exatamente o que vou lhes contar hoje.
Jogadores de ambos os times posando para foto antes do primeiro BaVi não-oficial, válido pelo Torneio Início de 1932.


 
Esse clássico é provavelmente o maior do nordeste, com confrontos desde 1932, (partida essa com vitoria do Bahia 3X0, diga-se de passagem).
O Bahia, Bi-campeão brasileiro de 1959 e 1988 e o Vitória, Vice-Campeão Brasileiro de 1993 e da Copa do Brasil de 2010, têm uma rivalidade um pouco mais tardia que a maioria dos grandes clássicos do futebol brasileiro. Isto porque o Vitória, apesar de fundado em 13 de Maio de 1899 e ter sido um dos pioneiros a ter criado um departamento de futebol, em 1902, só passou a dar real importância ao futebol na década de 1950.
Antes do Vitória, o Bahia rivalizava com o Galícia, Ypiranga,confrontos denominados"Clássico das Cores"(Contra o Galícia) e Clássico das Multidões"(Contra o Ypiranga) e Botafogo-BA
( confronto que se chamava "Clássico do pote"). Estes embates do Vitória contra Galícia, Ypiranga e Botafogo só ganhariam contornos de rivalidade um pouco mais tarde. Antes do Bahia existir, o Vitória mantinha clássicos nos primórdios do futebol na Bahia com o São Salvador, chamado "Ajuste de Contas".
A partir da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Tricolor baiano, pensou-se que este clube assumiria de vez o comando do futebol baiano, sem adversários à sua altura.
Atualmente o Vitória encontra-se em um estado irregular após o retorno a 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro em 2007 o vitória retornou em  2010 para a série B do campeonato brasileiro terminando este em 17° lugar da competição sendo então rebaixado . Já o Bahia depois de estar 7 anos longe do principal campeonato nacional volta à elite ironicamente após o retorno do rival a série B do Campeonato Brasileiro.

 Analise essa pequena tabela comparativa e tire suas dúvidas.
Número de jogos 441
Vítórias do Bahia 177
Vitórias do Vitória 135
 Empates 129
Gols marcados pelo Bahia 593
 Gols marcados pelo Vitória 493
Total de Gols marcados 1086


                  Livros sobre o BA-VI
  • A História do BA-VI, de Newton Calmon, edição do autor, 1973
  • Raudinei aos 46, de Luís Antonio Gomes, edição do autor, 2007

terça-feira, 19 de abril de 2011

Óleo de dendê e Fitinhas do Senhor do Bonfim

Olá gente boa, eu sei que eu prometi no próximo post  (no caso, este) falar sobre Orixás, mas confesso que não entendo muito do assunto e preciso estudar um pouco sobre isso pra não falar asneiras.
Então resolvi pedi ajuda aos meu amigos sobre alguns assuntos interessantes de serem comentados, e obtive algumas boas sugestões.
Primeiramente vamos falar sobre o óleo de dendê, no post passado eu coloquei a receita do acarajé, e o óleo de dendê e essencial para a fritura do bolinho maravilhoso.
Mas para você que não sabe o que é e nem como ele é extraído, tai um bom momento  pra descobrir.
O óleo de dendê ou azeite de dendê É produzido a partir do fruto da palmeira conhecida como Dendezeiro (Elaeis guineensis).

O óleo originário desta palmeira, consumido há mais de 5000 anos, foi introduzido no continente americano a partir do século XVI, coincidindo com o início dos tráficos de escravos entre a África e o Brasil.
No contexto atual, o azeite de dendê é o segundo óleo mais produzido e consumido no mundo, representando  18,49% da produção e 20,40% do consumo mundial
Na sua Notícia da Bahia (1759), José Antonio Caldas informava que os navios negreiros, na ocasião freqüentavam a Costa da Mina para negociar "azeite de palmas" além de escravos. Se isto não prova a inexistência da palmeira no país, pelo menos indica que a produção de azeite, ou não fazia ainda ou era íntima em relação às necessidades brasileiras.

O dendê é muito usado na culinária baiana, para fritar o acarajé, no vatapá, caruru, e outras iguarias. O óleo é avermelhado devido a grande quantidade de vitamina A, no entanto, o aquecimento do óleo para frituras acaba destruindo a vitamina A e deixando o óleo branco.

 Olha, o baianizando  também é cultura hem? Ou melhor é pura cultura.
Mudando de pau pra cacete, irei falar agora sobre uma cosia que todo mundo tem, já teve ou ainda vai ter (não estou falando de chifre minha gente) estou falando de fitinhas do Senhor do Bonfim, aquelas fitinhas coloridinhas que os gringos pagam fortunas para possuí-las.

Agora vocês sabiam que cada cor simboliza um Orixá? Ou melhor, você sabe o por que das fitinhas, dos três pedidos e  tudo mais?
Ok  ok, não criemos pânico, estou aqui para ajudar vocês.
A fita original foi criada em 1809, tendo desaparecido no início da década de 1950. Conhecida como medida do Bonfim, o (por que  media exatos 47cm), a medida do braço direito da estátua  de Jesus Cristo, Senhor do Bonfim, postada no altar-mor da igreja mais famosa da Bahia. (igreja do Bonfim) A "fita" era confeccionada em seda, com o desenho e o nome do santo bordados à mão e o acabamento feito em tinta dourada ou prateada. Era usada no pescoço como um colar, aí l se penduravam medalhas e santinhos, funcionando como uma moeda de troca: (ao pagar uma promessa, o fiel carregava uma foto ou uma pequena escultura de cera representando a parte do corpo curada com o auxílio do santo (ex-voto). Como lembrança, adquiria uma dessas fitas, simbolizando a própria igreja.


Não se sabe quando a transição para a atual fita, de pulso, ocorreu, sendo fato que em meados da década de 1960 a nova fita já era comercializada nas ruas de Salvador, quando foi adotada pelos hippies baianos como parte de sua indumentária.
Quando as cores, Verde escuro para Oxossi, azul claro para Iemanjá, Amarelo para Oxum… Mas  seja qual for a cor, a fita possui uma representação simbólica, estética e espiritual típicas das raízes africanas da  nossa querida Bahia. E em relação aos três pedidos, na tradição popular, a fita do Senhor do Bonfim é enrolada no punho e fixada com três nós. A cada nó precede um pedido, realizado mentalmente, e que deve ser mantido em segredo até a fita se romper por desgaste natural.




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