quinta-feira, 9 de junho de 2011

Hoje trago para vocês, outras perolas do  BAIANÊS:

vale à pena ler e ver o vídeo também.


Baiano não fica solteiro, ele fica "solto na bagaceira".

Baiano não conserta, ele "imenda".
 Baiano não bate, ele 'senta-le' a mão.
 Baiano não bebe um drink, ele "toma uma".
Baiano não é sortudo, ele é "cagado".
Baiano não corre, ele "dá uma carreira".
Baiano não malha os outros, ele "manga".
Baiano não toma água com açúcar, ele toma "garapa".
Baiano não percebe, ele "dá fé".
Baiano não sai apressado, ele sai "desembestado".
Baiano não aperta, ele "arroxa".
Baiano não dá volta, ele "arrudeia".
Baiano não se irrita, ele se "reta".
Baiano não ouve barulho, ele ouve " uma zuada".
Baiano não acompanha casal de namorados, ele "segura vela".
Baiano não quebra algo, ele "tora".
Baiano não fica triste, ele fica "encabulado".
Baiano não desconhece seus conterrâneos , ele pergunta "é fi dequem?".
Baiano não é homem, ele é "macho".
Baiano não fica satisfeito quando come, ele "enche o bucho".
Baiano não dá bronca, dá "carão".
Baiano quando não casa, ele fica "amigado".
Baiano não tem diarréia, tem "caganeira".
Baiano não é mulherengo, ele é "raparigueiro".
Baiano não joga fora, ele "joga no mato".
Baiano não se dá mal, "se lasca todinho".
Baiano quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: Oxe! Oxente !
Baiano não briga, "Quebra o pau".
Baiana não fica grávida, fica "prenha".
Baiano não fica bravo, fica "virado no cão".
Baiano não fica apaixonado, ele "arrêia os pneus". 


terça-feira, 7 de junho de 2011

baiano que é baiano....



Baiano que é baiano fala porra a cada dez palavras.
Na Bahia, porra é tudo, menos a porra improperiamente dita Brasil afora.
Como diz o 'embaixador' Renato Fechine, porra na Bahia é adjetivo, substantivo,
interjeição, adjunto adnominal e advérbio de modo, de tempo, de lugar, de intensidade. .. da porra toda.
Baiano que é baiano aguenta comer pelo menos dois acarajés sem passar mal... Se você não sabe, acarajé é hambúrguer de baiano.

 






Baiano que é baiano chama as amigas de "piriguete ou nigrinha" e elas não se incomodam, não se sentem ofendidas - ao contrário, sabem que é um tratamento carinhoso.
Na Bahia, você olha para sua amiga (seja ela pretinha, branquela, loira ou morena) e a chama de "nigrinha" e ela acha o máximo.
Baiano não admite fulerage pro seu lado. Traduzindo: não gosta de cheiro mole. Oxente, não entendeu? Ah, você precisa se  matricular num curso de baianês.
Pegar ou bater um rango e filar a bóia significam a mesma coisa, ou seja, almoçar, comer, matar quem tá te matando.
Baiano que é baiano não bebe. Come água. Fica em águas. "Ontem Fulano estava em água dura". Tradução: estava trêbado, pra lá de Maracangalha.
O baiano, quando chama um brother pra beber, fala: "Rumbora cumê água".
Todo baiano chama Graça de Gal, Wagner de Wal, Gilberto de Gil...
terça-feira é têça-fêra; bar é bá e cerveja é ceveja.
Baiano que é baiano engole a letra "d" do gerúndio: - Qué qui cê tá FAZENO? -Eu tô DURMINO... Caminhano e cantano e seguino o trio elétrico...
Numa roda de baianos e baianas, quando alguém chega após ter tomado banho, alguém sempre diz: "Ó paí, chegou  toda tomada banho". Traduzindo: "Ela chegou limpinha, cheirosinha" .

Baiano que é baiano sabe o significado da frase: "O cara tava mais enfeitado que jegue na Lavagem do Bonfim". Ou seja,

usava excessivo número de adereços e enfeites.
Baiano sabe que brown [bráun] não é a forma carinhosa de chamar Carlinhos Brown, o omelete-man. Brown
é adjetivo de pessoa brega-espalhafatosa- cafona.
O motorista que põe mil adesivos no carro, o cara cheio de colares de prata e pulseiras. "Que cara mais brown!"
Baiano que é baiano sabe o que é "lavar a jega". É se dar bem, levar vantagem, lavar a égua, lavar a burra.
Todo baiano sabe que jante não tem nada a ver com o verbo jantar. Na Bahia, jante significa aro de pneu.
"Rodar na jante", no sentido denotativo baiano, é o carro rodar com o pneu vazio ou furado. Baiano que é baiano sabe o que é nestante. É "nesse" + "instante" = daqui a pouco.
Baiano fala pra semana (na próxima semana), parumês (no próximo mês) e paruano (no próximo ano). "Paruano sai milhó",
diz o dono do bloco de carnaval.
Só baiano sabe o que é falar "de hoje a oito". "Meu aniversário é de hoje a oito", ou seja, é daqui sete dias.
Baiano que é baiano fala horas de relógio. "Fiquei duas horas de relógio esperando aquele cara". Em geral, fala-se "horas de relógio" quando se quer enfatizar atraso, demora.
Baiano é convidado para um aniversário e leva uma renca de amigos (renca = muitos, uma catrupia, muita gente).
Baiano fala na moral em vez de, por favor... "Pega isso aí pa mim, na moral".
Baiano chama ônibus de humilhante e taxista de taquicêro.
Baiano acha legal quando dizem que ele é "retado"; "boca de zero nove" ou "um pinico cheio"... Ê baiano porreta!
O baiano, quando tá indo embora, não diz "tô indo"; ele diz "tô chegando".
Não vai embora, se pica. "Vou me picar" significa "vou cair fora".
Na Bahia, é comum você tratar um amigo, um colega ou um desconhecido de "pai". Se for mulher, "mãe". "Venha, pai". "Venha, mãe".
Também é comum tratar um desconhecido como "maluco", mas é uma forma carinhosa. "Vai, maluco".
Quando se diz "A reunião não teve um pé de gente", se quer dizer que a reunião não teve ninguém.
"Colé a de mermo?", pergunta um baiano ("qual é a boa?"). E o outro responde: "É niúma" (significa "tudo bem").

Baiano não usa o termo arretado, que é uma invenção dos outros. Baiano fala "retado".
Raul Seixas canta uma música que diz: "Não planto capim guiné pra boi abanar rabo/ Tô virado no diabo/ eu tô retado com
você. Tá vendo tudo e fica aí parado/ Com cara de veado/ Que viu o caxinguelê".
"Tô retado" significa "tô zangado".

Mas retado também exerce a função de superlativo: "É bonito que é retado" [é muito bonito]. "O cara é retado de feio" [é muito feio].
Quando se diz "Ele é um cara retado", significa, "é boa praça".
De acordo com um magérrimo satirista baiano, chamado Gordurinha, um baiano é uma coisa divertida; dois baianos, uma boa pedida; três baianos, uma conversa comprida; quatro baianos, um discurso na avenida. Ééééé.




Texto adaptado do  original de * Marcelo Torres, jornalista, baiano e cronista

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