terça-feira, 10 de maio de 2011

São João é na Bahia

Olá queridos leitores, hoje vamos falar sobre um assunto que deveria me deixar muito feliz, no entanto, esse ano falo com muita  saudade.
A Bahia é conhecida como a terra do carnaval, porém em junho acontece uma festa tão alegre, gostosa, e animada quanto a de fevereiro.
São 417 cidades em festa ao mesmo tempo. De Norte a Sul, não há um só município sem as músicas, as comidas e as bebidas típicas do São João.
As atrações e tradições que dão vida à festa, são bem diversas, vão desde grupos regionais até manifestações populares como a quadrilha, brincadeiras e comidas típicas também fazem do São João da Bahia, uma das maiores festas regionais do Brasil.

Ao contrário de outras festas religiosas, a exemplo do Natal, a gastronomia de São João é essencialmente brasileira. Ao invés de comidas importadas de países europeus, como é o caso das frutas cítricas, fazem parte da festa nacional o milho cozido, quentão, bolo de fubá, canjica, batata doce assada, dentre outras iguarias.

Além da culinária, outra tradição mantida são as quadrilhas - influência portuguesa dos corridinhos, uma dança típica cujos passos se assemelham à quadrilha. Para completar, há ainda os fogos de artifício, roupas juninas e brincadeiras como a cabra-cega, o quebra-pote e o pau-de-sebo.
A trilha sonora também é diferenciada, ao contrário do calor do axé no carnaval, no São João, o frio é curtido á base de muito forró e pé de serra.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Clássico BA-VI


Olá queridos leitores, no último domingo, tivemos mais um clássico entre Bahia e Vitória, disputando a vaga na final do campeonato baiano 2011. Não adianta, toda vez que esses times se enfrentam o coração dos baianos acelera aê ,na partida de domingo, o |Bahia foi o campeão mais não ficou com a vaga por que precisava de 2 gols de diferença, então a festa foi rubro negra.
O que muita gente não sabe é a historia desse clássico,  e é exatamente o que vou lhes contar hoje.
Jogadores de ambos os times posando para foto antes do primeiro BaVi não-oficial, válido pelo Torneio Início de 1932.


 
Esse clássico é provavelmente o maior do nordeste, com confrontos desde 1932, (partida essa com vitoria do Bahia 3X0, diga-se de passagem).
O Bahia, Bi-campeão brasileiro de 1959 e 1988 e o Vitória, Vice-Campeão Brasileiro de 1993 e da Copa do Brasil de 2010, têm uma rivalidade um pouco mais tardia que a maioria dos grandes clássicos do futebol brasileiro. Isto porque o Vitória, apesar de fundado em 13 de Maio de 1899 e ter sido um dos pioneiros a ter criado um departamento de futebol, em 1902, só passou a dar real importância ao futebol na década de 1950.
Antes do Vitória, o Bahia rivalizava com o Galícia, Ypiranga,confrontos denominados"Clássico das Cores"(Contra o Galícia) e Clássico das Multidões"(Contra o Ypiranga) e Botafogo-BA
( confronto que se chamava "Clássico do pote"). Estes embates do Vitória contra Galícia, Ypiranga e Botafogo só ganhariam contornos de rivalidade um pouco mais tarde. Antes do Bahia existir, o Vitória mantinha clássicos nos primórdios do futebol na Bahia com o São Salvador, chamado "Ajuste de Contas".
A partir da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Tricolor baiano, pensou-se que este clube assumiria de vez o comando do futebol baiano, sem adversários à sua altura.
Atualmente o Vitória encontra-se em um estado irregular após o retorno a 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro em 2007 o vitória retornou em  2010 para a série B do campeonato brasileiro terminando este em 17° lugar da competição sendo então rebaixado . Já o Bahia depois de estar 7 anos longe do principal campeonato nacional volta à elite ironicamente após o retorno do rival a série B do Campeonato Brasileiro.

 Analise essa pequena tabela comparativa e tire suas dúvidas.
Número de jogos 441
Vítórias do Bahia 177
Vitórias do Vitória 135
 Empates 129
Gols marcados pelo Bahia 593
 Gols marcados pelo Vitória 493
Total de Gols marcados 1086


                  Livros sobre o BA-VI
  • A História do BA-VI, de Newton Calmon, edição do autor, 1973
  • Raudinei aos 46, de Luís Antonio Gomes, edição do autor, 2007

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